quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Canto dos Espíritos sobre as Águas

A alma do homem
É como a água: Do céu vem, Ao céu sobe,
E de novo tem Que descer à terra,
Em mudança eterna.
Corre do alto Rochedo a pino O veio puro,
Então em belo Pó de ondas de névoa
Desce à rocha lisa,
E acolhido de manso
Vai, tudo velando,
Em baixo murmúrio,
Lá para as profundas.
Erguem-se penhascos
De encontro à queda,
— Vai, 'spúmando em raiva,
Degrau em degrau
Para o abismo.
No leito baixo
Desliza ao longo do vale relvado,
E no lago manso
Pascem seu rosto
Os astros todos.
Vento é da vaga O belo amante;
Vento mistura do fundo ao cimo
Ondas 'spumantes.
Alma do Homem,
És bem como a água!
Destino do homem,
És bem como o vento!

Johann Wolfgang von Goethe - "Poemas"

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Hino ao Criador do Universo - Salmo 104


1Bendiz, ó minha alma, o SENHOR!
SENHOR, meu Deus, como Tu és grande!
Estás revestido de esplendor e majestade!
2Estás envolto num manto de luz
e estendeste os céus como um véu.
3Fixaste sobre as águas a tua morada,
fazes das nuvens o teu carro,
caminhas sobre as asas do vento.
4Fazes dos ventos teus mensageiros,
e dos relâmpagos, teus ministros.
5Fundaste a terra sobre bases sólidas,
ela mantém-se inabalável para sempre.
6Tu a cobriste com o manto do abismo
e as águas cobriram as montanhas;
7mas, à tua ameaça, elas fugiram,
ao fragor do teu trovão, estremeceram.
8Ergueram-se as montanhas, cavaram-se os vales
nos lugares que lhes determinaste.
9Puseste limites às águas, para não os ultrapassarem,
e nunca mais voltarem a cobrir a terra.
10Transformas as fontes em rios,
que serpenteiam entre as montanhas.
11Eles dão de beber a todos os animais selvagens,
neles matam a sede os veados dos montes.
12Os pássaros do céu vêm morar nas suas margens;
ali chilreiam entre a folhagem.
13Das tuas altas moradas regas as montanhas;
com a bênção da chuva sacias a terra.
14Fazes germinar a erva para o gado
e as plantas úteis para o homem,
para que da terra possa tirar o seu alimento:
15o vinho, que alegra o coração do homem,
o azeite, que lhe faz brilhar o rosto,
e o pão, que lhe robustece as forças.
16Matam a sua sede as árvores do SENHOR,
os cedros do Líbano que Ele plantou.
17Nelas fazem ninho as aves do céu;
a cegonha constrói a sua casa nos ciprestes.
18Os altos montes são abrigo para as cabras,
e os rochedos, para os animais roedores.
19A Lua cumpre as várias estações
e o Sol conhece o seu ocaso.
20Tu estendes as trevas e faz-se noite,
nela vagueiam todos os animais da selva.
21Rugem os leões em busca da presa,
pedindo a Deus o seu alimento.
22Mas, ao nascer do Sol, logo se retiram,
para se recolherem nos seus covis.
23Então o homem sai para o trabalho
e moureja até anoitecer.
24SENHOR, como são grandes as tuas obras!
Todas elas são fruto da tua sabedoria!
A terra está cheia das tuas criaturas!
25Lá está o mar, grande e vasto,
onde se agitam inúmeros seres,
animais grandes e pequenos.
26Nele passam os navios e ainda o Leviatan,
monstro que Tu criaste, para ali brincar.
27Todos esperam de ti
que lhes dês comida a seu tempo.
28Dás-lhes o alimento, que eles recolhem,
abres a tua mão e saciam-se do que é bom.
29Se deles escondes o rosto, ficam perturbados;
se lhes tiras o alento, morrem
e voltam ao pó donde saíram.
30Se lhes envias o teu espírito, voltam à vida.
E assim renovas a face da terra.
31Glória ao SENHOR por toda a eternidade!
Que o SENHOR se alegre em suas obras!
32Ele olha para a terra e ela estremece,
toca nos montes e eles fumegam.
33Cantarei ao SENHOR, enquanto viver;
louvarei o meu Deus, enquanto existir.
34Que o meu cântico lhe seja agradável,
pois no SENHOR encontro a minha alegria.
35Desapareçam da terra os pecadores!
Os ímpios deixem de existir!
Bendiz, ó minha alma, o SENHOR!
Aleluia!
REI DAVID

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Cântico das Criaturas

Altíssimo, Omnipotente, Bom Senhor Teus são o Louvor, a Glória, a Honra e toda a Bênção.
Louvado sejas, meu Senhor, com todas as Tuas criaturas, especialmente o senhor irmão Sol, que clareia o dia e que, com a sua luz, nos ilumina.
Ele é belo e radiante, com grande esplendor;
de Ti, Altíssimo, é a imagem.
Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã Lua e pelas estrelas, que no céu formaste, claras. preciosas e belas.
Louvado sejas, meu Senhor.
pelo irmão vento, pelo ar e pelas nuvens, pelo sereno e por todo o tempo em que dás sustento às Tuas criaturas.
Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã água, útil e humilde, preciosa e casta.
Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão fogo, com o qual iluminas a noite.
Ele é belo e alegre, vigoroso e forte.
Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã, a mãe terra, que nos sustenta e governa, produz frutos diversos, flores e ervas.
Louvado sejas, meu Senhor, pelos que perdoam pelo Teu amor e suportam as enfermidades e tribulações.
Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã, a morte corporal, da qual homem algum pode escapar.
Louvai todos e bendizei o meu Senhor!
Dai-Lhe graças e servi-O com grande humildade!

Francisco de Assis

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

HINO


"Criador da semente na mulher,
Tu que produzes o sémen no homem,
Que dás vida ao filho no seio materno,
Que o acalentas para que não chore,
Que o amamentas ainda no seio,
Que dás respiração para fazer viver tudo o que crias!
Quando ele sai das entranhas para começar a respirar, no dia em que nasceu, tu abriste-lhe a sua boca completamente.
Provês as suas necessidades.
Quando o pintainho no ovo pia dentro da sua casca, dás-lhe o sopro lá dentro para ele se manter.
Quando lhe dás força dentro do ovo, para partir a casca, ele sai do ovo e pia quando é chegado o tempo.
Ele caminha pelas suas patas quando sai de lá.
Inumeráveis são os teus actos!
Eles estão escondidas da face do homem.
Ó Deus único, pois não há outro!
Solitário em espírito tu formas a terra.
Os homens, gado, os pequenos animais e animais selvagens.
Tudo o que há sobre a terra e se movimenta sobre pés
O que está no alto e voa com as suas asas."
Hino ao Sol de Akhenaton (excerto)

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Lux ao Spírito da Carla F.!


«Nada se assemelha à alma como a abelha. Esta voa de flor para flor, aquela de estrela para estrela. A abelha traz o mel, como a alma traz a luz»
Victor Hugo

terça-feira, 30 de setembro de 2008

O PERFUME


Tenho um perfume
Em meu pensamento.
Passou por mim como afago
Breve
Um suave momento.

Como foi terno
Aquele momento.
Fugaz no Tempo


A Razão stranhou!
O Spirito o reconheceu...
De um Outro Momento.

A memória tem destas coisas...
O efémero
Torna-se Eterno!


N::D::N::S::D::

terça-feira, 23 de setembro de 2008


«Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal»
Friedrich Nietzsche