terça-feira, 27 de janeiro de 2009

SORELLA TERRA


Sorella terra ascolto te
ogni conchiglia
oceano è
e poi
ogni foglia è un battito
che sa
vibrare all'unisono con noi
se vuoi
sorella terra
che pace dai
coi tuoi deserti
e i tuoi ghiacciai
così
sento nel mio spirito
di te
quell'infinito anelito
perché le tue foreste
sono il mio respiro sai
e non è più terrestre
l'emozione che mi dai
che mi dai
così
fi no a perdermi
nell'armonia celeste di
quest'estasi
ma guardarti a volte
che male fa
ferita a morte
dall'inciviltà
così
anch' io divento polvere
e mi disperdo
dentro un vento a raffiche
perché le tue foreste
sono il mio respiro sai
e non è più terreste
l'emozione che mi dai
che mi dai
così
fino a perdermi
nell'armonia celeste
di quest'estasi
Laura Pausini

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

PESSOA em Pessoa!...


« Mando-lhe alguns versos meus... Leia-os e guarde-os para si... A seu Pai, se quiser, pode lê-los, mas não espalhe, porque são inéditos. Amo especialmente a última poesia, a da Ceifeira, onde consegui dar a nota paúlica em linguagem simples. Amo-me por ter escrito

Ah, poder ser tu, sendo eu!
Ter a tua alegre inconsciência
E a consciência disso!... »

FERNANDO PESSOA – Excerto de Carta, datada de 19 de Janeiro de 1915, escrita a Armando Cortes-Rodrigues.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O Guardador de Rebanhos - A Origem...

« Ano e meio, ou dois anos depois, lembrei-me um dia de fazer uma partida ao Sá-Carneiro – de inventar um poema bucólico, de espécie complicada, e apresentar-lho, já não me lembro como, em qualquer espécie de realidade. Levei uns dias elaborar o poema mas não consegui. Num dia em que finalmente desistira – foi em 8 de Março de 1914 – acerquei-me de uma cómoda alta, e tomando um papel, comecei a escrever, de pé, como escrevo sempre que posso. E escrevi trinta e tantos poemas a fio, numa espécie de êxtase cuja espécie não conseguirei definir. Foi um dia triunfal na minha vida, e nunca poderei ter outro assim. Abri com o título, O Guardador de Rebanhos. E o que se seguiu foi o aparecimento de alguém em mim, a quem dei desde logo o nome de Alberto Caeiro. Desculpe-me o absurdo da frase: aparecera em mim o meu mestre. Foi essa a sensação imediata que tive. E tanto assim que, escritos que foram esses trinta e tantos poemas, imediatamente peguei noutro papel e escrevi, a fio, também, os seis poemas que constituem a Chuva Oblíqua, de Fernando Pessoa. Imediatamente e totalmente... Foi o regresso de Fernando Pessoa-Alberto Caeiro a Fernando Pessoa ele só. Ou melhor, foi a reacção de Fernando Pessoa contra a sua inexistência como Alberto Caeiro. »

FERNANDO PESSOA – Excerto de carta, datada de 13 de Janeiro de 1935, a Adolfo Casais Monteiro.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

O REVELADO!

O Tempo o conduz
Sereno em seu pulsar
Por entre o Alvo Nevoeiro.

Sonho que Acarinha
VERO!

Menino Rei
Arauto de um Mundo Novo.
Spírito Seu vem Sereno.
Poderoso seu porte!
Na mão o Pergaminho
Revela
A Mensagem de uma nova LEI!

De um IMPÉRIO
O QUINTO!

Avassalador
Em sua destra mão
O Gládio.
Para em contenda
Bramir
PENSAMENTO.

REI
Mestre!
Comandando
O Exército Branco
( Que PORTUGUÊS é por Valor )
Pela Vitória
Da Cruz
Em
AMOR!
N:D:N:S:D:


quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

B A U S S A N T !

O MOMENTO !

Cavaleiros em angustiante quietude
Sperando o MOMENTO.
Vai-lhes faltando alento.

PORTUGAL em sofrimento!

Pendão de Cristo erguido
Stá
Aguardando valorosos
E
Alvos Mantos!

Ungidos Spíritos
Que no passado
Em impulso precederam.
Na DEMANDA
SE CONSUMIRAM

Speram!
Desejam!
O Invocado
Grito

« É A HORA ! »
N: D: N: S: D:

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

BAUSSANT !


Não a nós, Senhor, não a nós,
mas ao teu nome dá glória,
por amor da tua benignidade e da tua verdade.
SALMO 115

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009