quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

EL VINO

"Sí señor... el vino puede sacar
cosas que el hombre se calla;
que deberían salir
cuando el hombre bebe agua.
Va buscando, pecho adentro,
por los silencios del alma
y les va poniendo voces
y los va haciendo palabras.
A veces saca una pena,
que por ser pena, es amarga;
sobre su palco de fuego,
la pone a bailar descalza.
Baila y bailando se crece,
hasta que el vino se acaba
y entonces, vuelve la pena
a ser silencio del alma.
El vino puede sacar
cosas que el hombre se calla.
Cosas que queman por dentro,
cosas que pudren el alma
de los que bajan los ojos,
de los que esconden la cara.
El vino entonces, libera
la valentía encerrada
y los disfraza de machos,
como por arte de magia...
Y entonces, son bravucones,
hasta que el vino se acaba
pues del matón al cobarde,
solo media, la resaca.
El vino puede sacar
cosas que el hombre se calla.
Cambia el prisma de las cosas
cuando más les hace falta
a los que llevan sus culpas
como una cruz a la espalda.
La puta se piensa pura,
como cuando era muchacha
y el cornudo regateala medida de sus astas.
Y todo tiene colores
de castidad, simulada,
pues siempre acaban el vinol
os dos, en la misma cama.
El vino puede sacar
cosas que el hombre se calla.
Pero... ¡qué lindo es el vino!.
El que se bebe en la casa
del que está limpío por dentro
y tiene brillando el alma.
Que nunca le tiembla el pulso,
cuando pulsa una guitarra.
Que no le falta un amigo
ni noches para gastarlas.
Que cuando tiene un pecado,
siempre se nota en su cara...
Que bebe el vino por vino
y bebe el agua, por agua."

Alberto Cortéz

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

SORELLA TERRA


Sorella terra ascolto te
ogni conchiglia
oceano è
e poi
ogni foglia è un battito
che sa
vibrare all'unisono con noi
se vuoi
sorella terra
che pace dai
coi tuoi deserti
e i tuoi ghiacciai
così
sento nel mio spirito
di te
quell'infinito anelito
perché le tue foreste
sono il mio respiro sai
e non è più terrestre
l'emozione che mi dai
che mi dai
così
fi no a perdermi
nell'armonia celeste di
quest'estasi
ma guardarti a volte
che male fa
ferita a morte
dall'inciviltà
così
anch' io divento polvere
e mi disperdo
dentro un vento a raffiche
perché le tue foreste
sono il mio respiro sai
e non è più terreste
l'emozione che mi dai
che mi dai
così
fino a perdermi
nell'armonia celeste
di quest'estasi
Laura Pausini

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

PESSOA em Pessoa!...


« Mando-lhe alguns versos meus... Leia-os e guarde-os para si... A seu Pai, se quiser, pode lê-los, mas não espalhe, porque são inéditos. Amo especialmente a última poesia, a da Ceifeira, onde consegui dar a nota paúlica em linguagem simples. Amo-me por ter escrito

Ah, poder ser tu, sendo eu!
Ter a tua alegre inconsciência
E a consciência disso!... »

FERNANDO PESSOA – Excerto de Carta, datada de 19 de Janeiro de 1915, escrita a Armando Cortes-Rodrigues.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O Guardador de Rebanhos - A Origem...

« Ano e meio, ou dois anos depois, lembrei-me um dia de fazer uma partida ao Sá-Carneiro – de inventar um poema bucólico, de espécie complicada, e apresentar-lho, já não me lembro como, em qualquer espécie de realidade. Levei uns dias elaborar o poema mas não consegui. Num dia em que finalmente desistira – foi em 8 de Março de 1914 – acerquei-me de uma cómoda alta, e tomando um papel, comecei a escrever, de pé, como escrevo sempre que posso. E escrevi trinta e tantos poemas a fio, numa espécie de êxtase cuja espécie não conseguirei definir. Foi um dia triunfal na minha vida, e nunca poderei ter outro assim. Abri com o título, O Guardador de Rebanhos. E o que se seguiu foi o aparecimento de alguém em mim, a quem dei desde logo o nome de Alberto Caeiro. Desculpe-me o absurdo da frase: aparecera em mim o meu mestre. Foi essa a sensação imediata que tive. E tanto assim que, escritos que foram esses trinta e tantos poemas, imediatamente peguei noutro papel e escrevi, a fio, também, os seis poemas que constituem a Chuva Oblíqua, de Fernando Pessoa. Imediatamente e totalmente... Foi o regresso de Fernando Pessoa-Alberto Caeiro a Fernando Pessoa ele só. Ou melhor, foi a reacção de Fernando Pessoa contra a sua inexistência como Alberto Caeiro. »

FERNANDO PESSOA – Excerto de carta, datada de 13 de Janeiro de 1935, a Adolfo Casais Monteiro.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

O REVELADO!

O Tempo o conduz
Sereno em seu pulsar
Por entre o Alvo Nevoeiro.

Sonho que Acarinha
VERO!

Menino Rei
Arauto de um Mundo Novo.
Spírito Seu vem Sereno.
Poderoso seu porte!
Na mão o Pergaminho
Revela
A Mensagem de uma nova LEI!

De um IMPÉRIO
O QUINTO!

Avassalador
Em sua destra mão
O Gládio.
Para em contenda
Bramir
PENSAMENTO.

REI
Mestre!
Comandando
O Exército Branco
( Que PORTUGUÊS é por Valor )
Pela Vitória
Da Cruz
Em
AMOR!
N:D:N:S:D:


quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

B A U S S A N T !

O MOMENTO !

Cavaleiros em angustiante quietude
Sperando o MOMENTO.
Vai-lhes faltando alento.

PORTUGAL em sofrimento!

Pendão de Cristo erguido
Stá
Aguardando valorosos
E
Alvos Mantos!

Ungidos Spíritos
Que no passado
Em impulso precederam.
Na DEMANDA
SE CONSUMIRAM

Speram!
Desejam!
O Invocado
Grito

« É A HORA ! »
N: D: N: S: D:

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

BAUSSANT !


Não a nós, Senhor, não a nós,
mas ao teu nome dá glória,
por amor da tua benignidade e da tua verdade.
SALMO 115