terça-feira, 23 de junho de 2009

a Olhar para mIm Sou


M e E s c r e v o

Porque Screvo?
Não sei que screver
...
Seguro stou que D+e+u+s
Não me irá abandonar.
Preciso S+e+m+p+r+e
D E L E

Ele precisa de mim
Porque, afinal, E+l+e
Sou eu também.

A u+n+i+c+i+d+a+d+e
É uma constante.
Permanece para além de Tudo

[Porque screvo eu?]

Não encontro, por ora,
A minha harmonia
Com o Todo
Que o sou também.

Que procuro?
T+U+D+O

Que tenho encontrado?
Não é bem o Nada.

[Eu porque screvo?]

Sinto-me próximo,
Stando sempre longe.
Mui longe starei?

Não sei!

Tento N+A+D+A
Saber.
Só Viver.
E o que é ViVer?

Será algo mais
Que este E+t+e+r+n+o
Caminhar?
Será que caminho?
Stou exaurido da procura.
Ou será...?
Que ainda nem comecei?
E disso
stou [tão]cansado?

[Screvo eu porquê?]

Spero A+q+u+i+l+o
Que desconheço.
Spero, Sempre, espero
O que alcançar...?
Não sei!
Não não sei

Ou os Sinais
Não os sei ler...
Acho que foi mais isto!

[porque screvo?]

Mas sinto...
Teu [E n c o b e r t o] perfume...
Tão...
Sinto – T+e
Tão perto...!

n:D:n:S:d




Se Tu me dás a mão, não terei medo,
Meus passos serão firmes no andar.
Luz terna, suave, leva-me mais longe:
Basta-me um passo para a Ti chegar.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Stou a Olhar o Firmamento e SOU!


Metafísica
Bastante
Em
Não
Pensar
Em
nada.

G+de+Rebanhos – A l b e r t o C a e i r o [ F + P ]

quinta-feira, 4 de junho de 2009

À j a n e l a e u S o u III


XLVIII
Da mais alta janela da minha casa
Com um lenço branco digo adeus
Aos meus versos que partem para a humanidade.

E não estou alegre nem triste.
Esse é o destino dos versos.
Escrevi-os e devo mostrá-los a todos
Porque não posso fazer o contrário
Como a flor não pode esconder a cor,
Nem o rio esconder que corre,
Nem a árvore esconder que dá fruto.

Ei-los que vão já longe como que na diligência
E eu sem querer sinto pena
Como uma dor no corpo.
Quem sabe quem os lerá?
Quem sabe a que mãos irão?

Flor, colheu-me o meu destino para os olhos.
Árvore, arrancaram-me os frutos para as bocas.
Rio, o destino da minha água era não ficar em mim.
Submeto-me e sinto-me quase alegre,
Quase alegre como quem se cansa de estar triste.

Ide, ide de mim!
Passa a árvore e fica dispersa pela Natureza.
Murcha a flor e o seu pó dura sempre.
Corre o rio e entra no mar e a sua água é sempre a que foi sua.
Passo e fico, como o Universo.
Alberto Caeiro - G+de+Rebanhos - F+P

quarta-feira, 27 de maio de 2009

GOSTO [MUITO] DE TI!

Stou a sentir
Aquilo que por grafia
Não sei
Fazer chegar a Ti

Alegria inconsciente
Logo, profunda de sentir
Por ser o meu eu
[aquele que mais desconheço]
A Sentir que...
Gosto [muito] de Ti

Mais longe não sei
[Nem quero]
Porque
Termino a racionalizar
[A qual a beleza não mo permito]
de
Pensa
Que
O que sinto
E
O que
Em emoção
Agora
possui
Todo o meu Ser
É
Que...
...
Gosto [ muito ] de Ti!

N:D:N:S:D

À J a n e l a e u S o u II


De P+O+R+T+U+G+A+L ...
Que vi...
Só a ruína...
...
Dói [ muito ] gostar de Ti!


n: D: n: S: d:

À J a n e l a e u S o u I

p a r a T I...

"Balada do desajeitado"

Sei de alguém
Por demais envergonhado
Que por ser tão desajeitado
Nunca foi capaz de falar
Só que hoje
Viu o tempo que perdeu
Sabes esse alguém sou eu
E agora eu vou-te contar
Sabes lá
O que é que eu tenho passado
Estou sempre a fazer-te sinais
E tu não me tens ligado
E aqui estou eu
A ver o tempo a passar
A ver se chega o tempo
De haver tempo para te falar
Eu não sei
O que é que te hei-de dar
Nem te sei
Inventar frases bonitas
Mas aprendi uma ontem
Só que já me esqueci
Então olha gosto muito de ti
Podes crer
Que à noite o sono é ligeiro
Fico á espera o dia inteiro
Para poder desabafar
Mas como sempre
Chega a hora da verdade
E falta-me o á vontadeAcabo por me calar
Falta-me jeito
Ponho-me a escrever e rasgo
Cada vez a tremer mais
E ás vezes até me engasgo
Nada a fazer
É por isso que eu te conto
É tarde para não dizer
Digo como sei e pronto
Eu não sei
O que é que te hei-de dar
Nem te sei Inventar frases bonitas
Mas aprendi uma ontem
Só que já me esqueci
Então olha gosto muito de ti

QUADRILHA

À J a n e l a eu S o u




X

O segredo da Busca é que não se acha.
Eternos mundos infinitamente,
Uns dentro de outros, sem cessar decorrem
Inúteis; Sóis, Deuses, Deus dos Deuses
Neles intercalados e perdidos
Nem a nós encontramos no infinito.
Tudo é sempre diverso, e sempre adiante
De [Deus] e Deuses: essa, a luz incerta
Da suprema verdade.

XV

Do eterno erro na eterna viagem,
O mais que [exprime] na alma que ousa,
É sempre nome, sempre linguagem,
O véu e capa de uma outra cousa.

XVII

Deus a si próprio não se compreende.
Sua origem é mais divina que ele,
E ele não tem a origem que as palavras
Pensam fazer pensar...
O abstracto Ser [em sua] abstracta ideia
Apagou-se, e eu fiquei na noite eterna.
Eu e o Mistério — face a face...


Primeiro Fausto – Iº Tema - O Mistério do Mundo ( F+P )