segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Oração de San+iago



Apóstolo Santiago,
Escolhido entre os primeiros,
Tu foste o primeiro a beber
No cálice do Senhor,
E és o grande protetor dos peregrinos;
Faz-nos fortes na fé
E alegre na esperança,
Em nosso caminhar
De peregrino
Seguindo o caminho
Da vida de Cristo
E alenta-nos para que
Finalmente,
Alcancemos a glória
De Deus Pai,

Assim Seja.

Pai Nosso dos Templários




SENHOR, perdoa-me se não rezo a oração que teu filho nos ensinou, pois
julgo-me indigno de tão bela mensagem. Refleti sobre esta oração e cheguei
às seguintes conclusões:
Para dizer o "PAI NOSSO", antes devo considerar todos os homens,
independentemente de sua cor, raça, religião, posição social ou política,
como meus irmãos, pois eles também são teus filhos; devo amar e proteger a
natureza e os animais, pois se tu és meu pai, também és meu criador, e quem
criou a mim, também criou a natureza.
Para dizer "QUE ESTAIS NO CÉU", devo antes fazer uma profunda análise em
minha consciência, procurando lembrar-me de quantas vezes te julguei como um
celestial pai, pois, na realidade, sempre vivi me preocupando com coisas
materiais.
Para dizer "SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME", devo antes verificar se não
cometi sacrilégios ao adorar outros deuses até acima de ti.
Para dizer "VENHA A NÓS O VOSSO REINO", devo antes examinar minha
consciência e procurar saber se não digo isto apenas por egoísmo, querendo
de ti tudo, sem nada dar em troca.
Para dizer "SEJA FEITA A VOSSA VONTADE", devo antes buscar meu verdadeiro
Ser e deixar de ser um falso Cristão, pois a tua vontade é a união fraternal
de todos os seres que criastes.
Para dizer "ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU", devo antes deixar de ser mundano e
me livrar dos desenfreados prazeres, das orgias, do orgulho e do egoísmo.
Para dizer "O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE", devo antes repartir o pão
que me destes com os meus irmãos mais carentes e necessitados, pois é dando
que se recebe; é amando que se é amado.
Para dizer "PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS, ASSIM COMO TEMOS PERDOADO A QUEM NOS
TEM OFENDIDO", devo antes verificar se alguma vez tornei a estender minha
mão àquele que me traiu; se alimentei àquele que me tirou o pão; se dei
esperanças e acalentei àquele que me fez chorar; pois só assim terei
perdoado àquele que me ofendeu.
Para dizer "E NÃO NOS DEIXAI CAIR EM TENTAÇÃO, MAS LIVRAI-NOS DO MAL", devo
antes deixar limpo o foco de meus pensamentos; amparar a mão estendida;
socorrer o pedido de aflição; alimentar a boca faminta; iluminar os cegos e
amparar os aleijados, ajudando a construção de um mundo melhor.
E finalmente, para dizer "AMÉM", deverei fazer tudo isso agradecendo ao meu
Criador, cada segundo de minha vida, como a maior dádiva que poderia
receber. No entanto Senhor, embora procure assim proceder, ainda não me
julgo suficientemente forte, no intuito de tudo isto te prometer e cumprir.
Perdoa-me, Senhor meu Pai, porém minha perfeição a tanto ainda não chegou.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A+L+É+M . . .



Além-Deus

I / ABISMO

OLHO O TEJO, e de tal arte
Que me esquece olhar olhando,
E súbito isto me bate
De encontro ao devaneando —
O que é ser-rio, e correr?
O que é está-lo eu a ver?

Sinto de repente pouco,
Vácuo, o momento, o lugar.
Tudo de repente é oco —
Mesmo o meu estar a pensar.
Tudo — eu e o mundo em redor —
Fica mais que exterior.

Perde tudo o ser, ficar,
E do pensar se me some.
Fico sem poder ligar
Ser, idéia, alma de nome
A mim, à terra e aos céus...

E súbito encontro Deus.

II / PASSOU

Passou, fora de Quando,
De Porquê, e de Passando...,
Turbilhão de Ignorado,
Sem ter turbilhonado...,

Vasto por fora do Vasto
Sem ser, que a si se assombra...

O Universo é o seu rasto...
Deus é a sua sombra...

III/ A VOZ DE DEUS

Brilha uma voz na noute...
De dentro de Fora ouvi-a...
Ó Universo, eu sou-te...
Oh, o horror da alegria
Deste pavor, do archote
Se apagar, que me guia!

Cinzas de idéia e de nome
Em mim, e a voz: Ó mundo,
Sermente em ti eu sou-me...
Mero eco de mim, me inundo
De ondas de negro lume
Em que para Deus me afundo.

IV / A QUEDA

Da minha idéia do mundo
Caí...
Vácuo além de profundo,
Sem ter Eu nem Ali...

Vácuo sem si-próprio, caos
De ser pensado como ser...
Escada absoluta sem degraus...
Visão que se não pode ver...

Além-Deus! Além-Deus! Negra calma...
Clarão de Desconhecido...
Tudo tem outro sentido, ó alma,
Mesmo o ter-um-sentido...

V / BRAÇO SEM CORPO BRANDINDO UM GLÁDIO
(Entre a árvore e o vê-la)

Entre a árvore e o vê-la
Onde está o sonho?
Que arco da ponte mais vela
Deus?... E eu fico tristonho
Por não saber se a curva da ponte
É a curva do horizonte...

Entre o que vive e a vida
Pra que lado corre o rio?
Árvore de folhas vestida —
Entre isso e Árvore há fio?
Pombas voando — o pombal
Está-lhes sempre à direita, ou é real?

Deus é um grande Intervalo,
Mas entre quê e quê?...
Entre o que digo e o que calo
Existo? Quem é que me vê?
Erro-me... E o pombal elevado
Está em torno na pomba, ou de lado?
F+P

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A L É M ...



Além - Tédio

Nada me expira já, nada me vive ---
Nem a tristeza nem as horas belas.
De as não ter e de nunca vir a tê-las,
Fartam-me até as coisas que não tive.

Como eu quisera, enfim de alma esquecida,
Dormir em paz num leito de hospital...
Cansei dentro de mim, cansei a vida
De tanto a divagar em luz irreal.

Outrora imaginei escalar os céus
À força de ambição e nostalgia,
E doente-de-Novo, fui-me Deus
No grande rastro fulvo que me ardia.

Parti. Mas logo regressei à dor,
Pois tudo me ruiu... Tudo era igual:
A quimera, cingida, era real,
A própria maravilha tinha cor!

Ecoando-me em silêncio, a noite escura
Baixou-me assim na queda sem remédio;
Eu próprio me traguei na profundura,
Me sequei todo, endureci de tédio.

E só me resta hoje uma alegria:
É que, de tão iguais e tão vazios,
Os instantes me esvoam dia a dia
Cada vez mais velozes, mais esguios...
S á+C a r n e i r o

domingo, 9 de agosto de 2009

Raúl SOLNADO



L+i+b+e+r+d+a+d+e

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
Sol doira
Sem literatura
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como o tempo não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,

Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

Mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...


F + Pessoa

G É N I O !




Felizmente, em todo o sentido, de todos os sentidos, o [Mário] Sá-Carneiro não teve biografia: teve só génio.
O que disse foi o que viveu
.


F+P

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

S + S + S



O que seja propriamente o sebastianismo – hoje mais vigoroso do que nunca, na assombrosa sociedade secreta que o transmite, cada vez mais ocultamente de geração em geração, guardando religiosamente o segredo do seu alto sentido simbólico e português, que pouco tem que ver com o D. Sebastião que se diz ter morrido em África, e muito com o D. Sebastião que tem o número cabalístico da Pátria Portuguesa.

F+P