Que o SENHOR te responda no dia da angústia e o nome do Deus de Jacob te proteja. Do santuário, Ele te envie o socorro e te assista de Sião; recorde todas as tuas ofertas e aceite os teus sacrifícios; conceda o que o teu coração deseja e realize todos os teus projectos. Cantaremos, então, o teu triunfo, e em nome do nosso Deus ergueremos bandeiras. Que o SENHOR satisfaça todos os teus pedidos.
Agora tenho a certeza de que o SENHOR dá a vitória ao seu ungido. Ele responde-lhe do alto do seu santuário e salva-o com a força do seu braço. Uns confiam nos seus carros, outros nos cavalos; nós, porém, confiamos no SENHOR, nosso Deus. Eles fraquejam e são vencidos; nós, porém, levantamo-nos e ficamos de pé.
SENHOR, dá o triunfo ao rei e atende-nos quando te invocarmos.
«Escrevo como vivo, como amo, destruindo-me. Suicido-me nas palavras. Violento-me. Altero uma ordem, uma harmonia, uma paz que, mais do qua a paz invocada como instrumento de opressão, mais do que a paz dos cemitérios, é a paz, a harmonia das repartições públicas, dos desfiles militares, da concórdia doméstica, da instituições de benemerência. Ao escrever, mato-me e mato.»
Há amores estranhos fundos sem razão - são secretos vivem na cumplicidade indizíveis nas palavras que aqui vão são impróprios de viver em liberdade levaram a ternura ao exagero e a um excesso saboroso a nossa pele só compreende quem sente o latejar bem mais dentro que os olhos do olhar, há amores que não posso aqui explicar pois quer queiram quer não inda vivemos na pré-História de um Futuro de cem mil anos nas grutas de um sentir que não sabemos
há uma palavra escandalosa e proibida quando se fecha a porta e começa a fantasia e me sento no sofá e desligo-me da vida e fico Senhor completo do teu corpo e o código começou e tu me ofereces o máximo que alguém nos pode dar e a guerra não tem hoje nem tabus são duas vontades grandes que ali estão e mais que as mãos e a boca e o Futuro e o vício de dois corpos seminus amarro em ti a vida que me escapa e acordas-me explicando o mundo todo e cedo a esta raiva que me mata
e sinto em ti Mulher, Mulher de mais e houvesse aqui, agora, já, um altar e eu casava-me contigo poro a poro, casava-me contigo em todos os rituais se é que não estou exactamente assim casando o ontem com o presente e o infinito e a cada jogo beijo salto ou grito pressinto o chão fugir e o mundo longe e há um abuso consentido que não peço e tu olhas-me plácida e tremente raiva e calma e a tormenta desabrocha e sai de nós pela porta escancarada do excesso
O porquê de não mergulhar no rio... Sentados, na margem, sob a sombra da árvore só contemplando, sentados
O medo do gesto do desconhecido, do oculto daquilo que está para além de isto tudo para lá só existe aquilo que conhecem os que mergulham em suas águas a coragem que em nós fenece.
De quem olha para a porta com coragem, vencendo o medo, a abre, mergulha na penumbra.
Atrás de si ela se fecha Ocultando seus segredos em silêncio as águas em breu guardam o segredo
Para quem permanece fica um silêncio sentado... definhando, morrendo aguardando o impulso último... impulso que nunca chega!
Uma porta um medo sentado e o silêncio de uma desafiadora porta imóvel no ar só se ouve silêncio!