segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Perfeita vacuidade
Pego na caneta
Para isto escrever
Pura inutilidade
Sucessão vácua de palavras
As que aqui ficam
Do princípio
Até ao
fim
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Absurdo Nítido
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
inquietação

Sempre esta inquietação sem propósito, sem nexo, sem consequência,
Sempre, sempre, sempre,
Esta angústia excessiva do espírito por coisa nenhuma,
Na estrada de Sintra, ou na estrada do sonho, ou na estrada da vida...
Sempre, sempre, sempre,
Esta angústia excessiva do espírito por coisa nenhuma,
Na estrada de Sintra, ou na estrada do sonho, ou na estrada da vida...
a.campos
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Fernando Pessoa
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
dOrMe

Dorme, mãe Pátria, nula e postergada
E, se um sonho de esperança te surgir,
Não creias nele, porque tudo é nada,
E nunca vem aquilo que há-de vir.
P E S S O A
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Fernando Pessoa
terça-feira, 30 de novembro de 2010
F Á T U O

Tudo parece
Tudo assemelha
a inverno marfim
! perece útero do inferno !
Labaredas frias
fátuas finais
Luz que brilha
baça
luz que sussurra
frio SEGREDO seu
Luz que queima
(expiando)
improváveis pecados
Em vida
vividos todos os factos
fátuos fatais
(os paro a todos)
alheios
bastardos meus.
3 7 2 .
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3 7 2.
domingo, 28 de novembro de 2010
3 3 7 .

O que tenho sobretudo é cansaço, e aquele desassossego que é gémeo do
cansaço quando este não tem outra razão de ser senão o estar sendo. Tenho um
receio íntimo dos gestos a esboçar, uma timidez intelectual das palavras a dizer.
Tudo me parece antecipadamente fruste. O insuportável tédio de todas estas caras,
alvares de inteligência ou de falta dela, grotescas até à náusea de felizes ou
infelizes, horrorosas porque existem, maré separada de coisas vivas que me são
alheias...
cansaço quando este não tem outra razão de ser senão o estar sendo. Tenho um
receio íntimo dos gestos a esboçar, uma timidez intelectual das palavras a dizer.
Tudo me parece antecipadamente fruste. O insuportável tédio de todas estas caras,
alvares de inteligência ou de falta dela, grotescas até à náusea de felizes ou
infelizes, horrorosas porque existem, maré separada de coisas vivas que me são
alheias...
bernardo s. o livro
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BERNARDO
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