sábado, 14 de abril de 2012

∆LΣM ≡ ТЄĐIO








S i l ê n c i o !

Que não é em mim

S i l ê n c i o

Q u i e t o

I n f í m o

Pequeno.



Ser maior

Maior que em mim

Stár para

A l é m.



Navegar pelo

D E S C O N H E C I D O

P r o f u n d o



Ausência de ser assim

Ausência ausente de mim

Sozinho

S Ó

[não meu EU]

Na quietude

Do ABSOLUTO

O   S I L Ê N C I O !


n. D.
n. S.
D.





Θ Nome Que Nunca TivΣ














porque nome me conhecem

ou assim julgam

que me invocam,

pelo que me desconhecem.



não tivera eu

nome

apelido

sobrenome

e nesse momento

nessa ausência . . .

em verdadeira

existência

nascesse

Em

Pessoa.





N. d.

n. S.

D.








terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Nun'Álvares










Pátria - é um palmo de terra defendida.

A lança decidida

Risca no chão

O tamanho de nosso coração,

e todo o inimigo que vier

Tem de retroceder

Com a sombra da Morte no pendão.



Eu assim fiz,

Surdo às razões da força e da fraqueza.

( A liberdade não discute os meios

De se manter. )

Mais difícil era a empresa

Que a seguir comecei:

Já sem cota de malha, combater

Por outro Reino e por outro Rei!



Miguel Torga
 
 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A r r e p i o








Não temo

aquilo que desconheço

mas antes

o que concebo

que conhecer

penso. . .
 
 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

N a d a






nada

é um todo

que se expande

até ao Infinito

de coisa

nenhuma. . .




θΝΤθζ


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

3 0 0 .






SONHO TRIANGULAR



 

No meu sonho no convés estremeci — é que pela minha alma de Príncipe Longínquo passou um arrepio de presságio...






Um silêncio ruidoso a ameaças invadiu como uma brisa lívida a atmosfera visível da saleta.


Tudo isto é haver um brilho excessivo e inquietante no luar sobre o oceano que não ondula já mas estremece; tornou-se evidente — e eu ainda os não ouvi — que há ciprestes ao pé do palácio do Príncipe.


O gládio do primeiro relâmpago volteou vagamente no além... É a de relâmpago o luar sobre o mar alto e tudo isto é ser ruínas já e passado afastado o meu palácio do príncipe que nunca fui...


Com um ruído soturno e aproximando-se o navio corta as águas, a saleta escurece lividamente, e não morreu, não está preso algures, não sei o que [é] feito dele — do príncipe — que gélida coisa desconhecida lhe destino agora?...

 
 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

S Θ p r Θ ?







E se O Deuζ

Nos apagasse a Vida,

Como o sopro

na chama de uma

vela . . .



θΝΤθζ