terça-feira, 17 de julho de 2012
ЅΔLΠΘ 144
Salmo de David
Bendito seja o Senhor, minha rocha, que adestra as minhas mãos para a peleja e os meus dedos para a guerra;
meu refúgio e minha fortaleza, meu alto retiro e meu libertador, escudo meu, em quem me refugio.
sábado, 14 de julho de 2012
ΣRΘS Є ΡSΐQUЄ
Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.
Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.
A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.
Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.
Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.
E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,
E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.
F P
terça-feira, 24 de abril de 2012
o poema
posso começar?
chama-se o poema
o poema
e é sobre
um poema
que foi pensado
há muito
antes até
antes até de este
ter sido pensado
é um poema antigo
mais antigo
do que o próprio tempo
e o tempo
é bem antigo
mais antigo do que
as coisas todas
todas as coisas do mundo
sim este poema
fala do tempo
porque o tempo
pode ser um poema
o poema
mais antigo do que
todas as coisas do mundo
bruno m. b. rodrigues
quarta-feira, 18 de abril de 2012
ЅcripТuМ [scriptum]
Εst
Algo
Vago
em vagas sucessivas
de pensamentos
feitos de letra
Em palavra vertidos
Em frases concebidos
elos de corrente
Frágeis
Que se quebram
Partem
Que se desfazem
E partem
Volto
E
Volto a reconstruir
uma e
outra vez
MAIS UMA VEZ
como [Aqui]
estas aqui.
. . . [ Alquimia ] . . .
até um dia
Ao DIA
em que
Por Código Consumado
[Perfeição Pura]
fiquem interligados
Unos
contra a erosão
Do
TEMPO
D.
N. s.
n. D.
sábado, 14 de abril de 2012
∆LΣM ≡ ТЄĐIO
S i l ê n c i o !
Que não é em mim
S i l ê n c i o
Q u i e t o
I n f í m o
Pequeno.
Ser maior
Maior que em mim
Stár para
A l é m.
Navegar pelo
D E S C O N H E C I D O
P r o f u n d o
Ausência de ser assim
Ausência ausente de mim
Sozinho
S Ó
[não meu EU]
Na quietude
Do ABSOLUTO
O S I L Ê N C I O !
n. D.
n. S.
D.
Θ Nome Que Nunca TivΣ
porque nome me conhecem
ou assim julgam
que me invocam,
pelo que me desconhecem.
não tivera eu
nome
apelido
sobrenome
e nesse momento
nessa ausência . . .
em verdadeira
existência
nascesse
Em
Pessoa.
N. d.
n. S.
D.
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