sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

[ es ] fumar.Te





 


Inalar

[a] Vida

Como um Cigarro

Sofrega [mente]

o aceso prazer. . .



Efémero

Instante

[momento não chega a ser]

esfuma-se

no seu fumo

[baço]



Vida !

de perfil altivo

oblíqua

de querer latente

ser

eterna

latentemente . . .

mentirosa [mente]...

Vá ! Mente !



Enganadora

fumo.feitiço.veneno

sentindo [te]

[o] desprezo

=presente=

parasitar

o [teu] prazer

Inalar.te

=instante=

Exalar.te

=instante=

para fora

ex.de.mim

Fora!

Sai de mim.



[até à dor-doloroso instante de te ter, cigarro, pela frente]



ΔKHEnatƱm
 
 

sábado, 5 de janeiro de 2013

cá no alto tudo normal










no alto das árvores
cá no alto
por entre folhas e ramos
os pássaros
o vento
o sol
tudo continua,
normal

lá em baixo
na terra húmida
a guerra
nevoeiro de lâminas
os decepados
os decapitados
por entre o talho
uma criança chora
um menino soldado
ferido de lágrimas
lavado em sangue
tudo continua,
normal




bruno m. b. rodrigues




terça-feira, 27 de novembro de 2012

chorão









há quem diga que és triste
és mal amado
mal compreendido
julgam-te murcho
sem vida
acredito que és murcho
pelo peso dos bons momentos
que a tua sombra proporciona

não dás flor
não dás fruta
não faz mal
de ti
colhem-se aquelas memórias
de boas tardes passadas
a brincar
ou a arrulhar
com aquela menina

à tua sombra
imaginaram-se universos
criaram-se personagens
inventaram-se aviões
que te sobrevoaram
e depois partiram
para outros mundos
sem sair
da tua sombra primeva

começas a secar
formigas e outros invadiram-te
consomem-te do interior
se um dia secares por completo
até nada em ti estar verde
vou olhar-te com olhos de criança
e dizer
"é uma pena"
de mãos nos bolsos
irei embora
cheio do que de ti colhi



bruno m. b. rodrigues



sexta-feira, 19 de outubro de 2012

ao maremaremansos












remar

mansos

remansos

tantos

desencantos

tempo

lamento

quebrar

vamos remar

somos tantos

chegou o tempo

de despir lamentos

vamos . . .

todos mas todos

vamos!

Libertar

largar amarras

quebrar

determinados remar

lutar

morrer valendo a pena, a morte que é semente no ventre d [a]MAR






N::D::N::S::D::







sexta-feira, 12 de outubro de 2012

GΘÐ









God is a concept

By which we measure

Our pain

I'll say it again

God is a concept

By which we measure

Our pain



I don't believe in magic

I don't believe in I-Ching

I don't believe in Bible

I don't believe in tarot

I don't believe in Hitler

I don't believe in Jesus

I don't believe in Kennedy

I don't believe in Buddha

I don't believe in mantra

I don't believe in Gita

I don't believe in yoga

I don't believe in kings

I don't believe in Elvis

I don't believe in Zimmerman

I don't believe in Beatles

I just believe in me

Yoko and me

And that's reality



The dream is over

What can I say?

The dream is over

Yesterday

I was the dream weaver

But now I'm reborn

I was the Walrus

But now I'm John

And so dear friends

You just have to carry on

The dream is over



jOHn lEnNoN

     

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

ŪntitleЄd









 

Ao teu ouvido . . .

Meu murmúrio . . .

“ a m o – t e ”. . .

Sussurro

“ amo-te “. . .

Suave. . .

No coração

De meu amor . . .

Que o sabe !



Nd
nSd
     

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Θ Guardador de Palavras










Sou refúgio

de palavras

em mim



Abrigo seu

da perseguição

da culta ortografia

autoridade de uma [da]nação qualquer



Eu

por imperativo

de um natural

Anarquismo dos Sentidos

as aceitei



Sou eu

que oculto

estas palavras

estas marginais

Palavras

As incultas

sim

as oculto



porque, egoísta, penso

que se lhes der som entoação vibração

se tornarão cultas



Penso

que as palavras

Incultas

Só existem

Quando

Estão

Guardadas

Profundamente

Em

mim







nD

Ns

D