segunda-feira, 14 de abril de 2014




≈ §¡lënc!o ≈



sábado, 12 de abril de 2014

quarta-feira, 9 de abril de 2014

quinta-feira, 3 de abril de 2014

~ ◊ ~








Ó noite maternal e relembrada
Dos principios obscuros de viver !
Ó noite fiel á escoridão sagrada
D`onde o mundo é o crime de nascer !

Ó noite suave á alma fatigada
De querer na descrença poder crêr !
Cerra-me e involve-me… Eu não sou nada
Senão alguem que quér a ti volver.

Ó Noite Antiga e misericordiosa
Que seja todo em ti a indefinida
Existencia que a alma me não gosa.

Sê meu ultimo ser ! dá-me por sorte
Qualquer cousa mais humana qua a vida
Qualquer cousa mais tua do que a Morte.



F.P.  *  vicente guedes




segunda-feira, 31 de março de 2014

Responde A Funda )II(




Responde a Alma [ pergunta eu Omito ]
» não temos essência ( mito do condensar )
Tão só imóvel vitral
Farrapos
Retalhos de Cósmos «


θΝΤθζ




Responde A Funda )I(



Responde a Alma [ pergunta eu Omito ]
» minha essência ( mito do condensar )
Não é CáliX
É mar em fúria
sem praia onde
rebentar «



θΝΤθζ



quarta-feira, 19 de março de 2014

PaTer







Sou eu a paisagem do teu rosto
O reflexo do teu olhar brando
As minhas sombras negras da tarde
Diluem-se na tua presença,
És tu, toda a evidência da minha presença,
Suspenso…prevaricando coisas banais
Dando alguma coerência à minha vivência abstracta

És tu o barqueiro surdo a ouvir o rio
Eu apenas preencho as suas margens
Levas-me pelas águas solitárias que a nada me conduzem,
São todas elas pegadas da tua vida anterior
Estás ali deitado com o teu olhar vago; o que foste, o que és, o que serás…

Sentado à beira
Cheirava o começo da maresia
O teu rosto desenhava-se
As tuas feições apagavam-se na areia molhada…
Um dia serás apenas eu,
E a tua presença será uma ilusão,
Serei eu o prolongamento dos teus ramos infinitos
Com eles abraças-me na eternidade…
Um beijo meigo florescia no meu rosto
Uma brisa fresca pairava no ar
A mesma brisa que um dia te vira nascer…


Continuarás a ser meu Pai,
Passarás o rio a correr dando-me expressões sinceras
Continuarás para sempre vivo no espaço
Em todas as coisas que me façam pensar,
Mais que a morte e que a vida
Mais que esses paradoxos de vivência
Estás tu meu Pai,
Frágil, para seres real…

Presente, para que possa sentir a tua ausência…


C de C per il padre