sábado, 27 de abril de 2013

momentum










entornada no solo,
dormente,
são vitais
os únicos sinais
que se te distinguem,
és uma massa indefinida
e viva, respiras e pulsas
sim, não és pedra
mas estás fria



bruno m rodrigues

a árvore




segunda-feira, 1 de abril de 2013

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

circunferenciar.se






apetece fazer aquilo que não sei que “aquilo” me apetece fazer          
θΝΤθζ
 
 
 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

[ es ] fumar.Te





 


Inalar

[a] Vida

Como um Cigarro

Sofrega [mente]

o aceso prazer. . .



Efémero

Instante

[momento não chega a ser]

esfuma-se

no seu fumo

[baço]



Vida !

de perfil altivo

oblíqua

de querer latente

ser

eterna

latentemente . . .

mentirosa [mente]...

Vá ! Mente !



Enganadora

fumo.feitiço.veneno

sentindo [te]

[o] desprezo

=presente=

parasitar

o [teu] prazer

Inalar.te

=instante=

Exalar.te

=instante=

para fora

ex.de.mim

Fora!

Sai de mim.



[até à dor-doloroso instante de te ter, cigarro, pela frente]



ΔKHEnatƱm
 
 

sábado, 5 de janeiro de 2013

cá no alto tudo normal










no alto das árvores
cá no alto
por entre folhas e ramos
os pássaros
o vento
o sol
tudo continua,
normal

lá em baixo
na terra húmida
a guerra
nevoeiro de lâminas
os decepados
os decapitados
por entre o talho
uma criança chora
um menino soldado
ferido de lágrimas
lavado em sangue
tudo continua,
normal




bruno m. b. rodrigues




terça-feira, 27 de novembro de 2012

chorão









há quem diga que és triste
és mal amado
mal compreendido
julgam-te murcho
sem vida
acredito que és murcho
pelo peso dos bons momentos
que a tua sombra proporciona

não dás flor
não dás fruta
não faz mal
de ti
colhem-se aquelas memórias
de boas tardes passadas
a brincar
ou a arrulhar
com aquela menina

à tua sombra
imaginaram-se universos
criaram-se personagens
inventaram-se aviões
que te sobrevoaram
e depois partiram
para outros mundos
sem sair
da tua sombra primeva

começas a secar
formigas e outros invadiram-te
consomem-te do interior
se um dia secares por completo
até nada em ti estar verde
vou olhar-te com olhos de criança
e dizer
"é uma pena"
de mãos nos bolsos
irei embora
cheio do que de ti colhi



bruno m. b. rodrigues



sexta-feira, 19 de outubro de 2012

ao maremaremansos












remar

mansos

remansos

tantos

desencantos

tempo

lamento

quebrar

vamos remar

somos tantos

chegou o tempo

de despir lamentos

vamos . . .

todos mas todos

vamos!

Libertar

largar amarras

quebrar

determinados remar

lutar

morrer valendo a pena, a morte que é semente no ventre d [a]MAR






N::D::N::S::D::